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No papel, toda cobertura industrial parece perfeita. No entanto, a engenharia de alta performance se prova na prática. É sob o efeito de ventos sazonais mais severos, frentes frias e grandes amplitudes térmicas de inverno que as falhas de especificação técnica vêm à tona, gerando prejuízos operacionais e goteiras crônicas.
Especificar um sistema de telha zipada exige ir muito além de um catálogo básico. É preciso prever o comportamento mecânico da estrutura sob condições climáticas reais. Se você é o engenheiro responsável pelo projeto, este guia prático foi desenhado para blindar sua cobertura contra os desafios do inverno.
O primeiro passo para o sucesso da cobertura é adequar a geometria do perfil da telha à realidade estrutural do galpão. Grandes vãos exigem maior rigidez geométrica para suportar cargas de vento e o escoamento eficiente da água da chuva.
As tempestades de inverno geram ventos fortes que criam um efeito de sucção, tentando arrancar o telhado de baixo para cima. Por isso, a escolha dos clipes que prendem as telhas é tão importante quanto o material da própria cobertura.
O aço reage muito rápido à temperatura. No inverno, o grande desafio é a variação do clima: o contraste entre as madrugadas congelantes (que fazem o aço encolher) e as tardes de sol (que fazem o aço esticar).
Em um galpão com mais de 100 metros de comprimento, essa mudança faz o telhado se movimentar vários centímetros em um único dia. Nos telhados comuns, que usam parafusos que furam a telha, esse “estica e encolhe” rasga os furos e causa goteiras.
O sistema zipado resolve isso usando clipes deslizantes. Eles seguram o telhado firmemente contra o vento, mas deixam a telha correr livremente para frente e para trás conforme a temperatura muda, sem amassar ou danificar o aço. Para galpões extremamente longos, o projeto prevê pontos estratégicos de alívio para essa movimentação.
Um dos pontos mais críticos em um telhado industrial são as “interferências”: saídas de exaustores, chaminés, tubulações e calhas. No inverno, com o metal encolhendo pelo frio, esses pontos sofrem uma enorme pressão.
Tentar vedar essas saídas com silicone ou mantas comuns é um erro grave. O silicone resseca e racha rapidamente com o sol e o frio, quebrando justamente nos meses de chuva.
A engenharia moderna resolve isso tratando cada saída com o sistema Art-Box. Ele é uma peça metálica feita sob medida que abraça a tubulação e se encaixa perfeitamente ao desenho da telha zipada. O Art-Box cria uma barreira totalmente vedada e segura que acompanha o movimento do telhado, sem depender de colas ou massas que estragam com o tempo.
Considerar as variáveis climáticas de inverno protege o estoque, o maquinário da fábrica e a reputação do próprio responsável técnico pelo projeto. A engenharia da ArtServ apoia você em todas as etapas de desenvolvimento do caderno de encargos. Precisa de suporte no seu projeto? Fale conosco!
Com certificações amplamente reconhecidas a gestão da qualidade da Artserv Engenharia segue as melhores práticas de mercado.

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